ADH garante moradia popular para minorias sociais

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(Ascom ADH)

A Agência de Desenvolvimento Habitacional (ADH), em parceria com a Coordenadoria de Direitos Humanos e da Juventude, beneficiou grupos sociais com uma cota de unidades habitacionais financiadas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). As moradias estão localizadas nos bairros Santa Maria da Codipi e Nova Theresina, na zona Norte de Teresina, capital do Piauí. Na época (2007), as cotas foram destinadas a povos de comunidades tradicionais de terreiros, negros, mulheres vítimas de violência sexual, portadores do vírus HIV/AIDS, Hanseníase, pessoas em situação de vulnerabilidade social, o público GLBTTT (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Transgêneros, Travestis e Transexuais), entre outros.

O objetivo dessa inclusão social é a participação das minorias sociais em projetos de habitação popular. São pessoas que precisam ter acesso às políticas de moradia. “O Governo do Piauí trabalha para garantir a inclusão social em programas habitacionais, que surgiram para beneficiar as pessoas que são historicamente excluídas, que não tinham um lugar para morar”, explica a atual diretora geral da ADH, Gilvana Gayoso.

Dentre os beneficiários estão Marlene Santana e Ítalo Ransley Gomes Feitosa, moradores do Conjunto Prado Júnior, localizado na zona Norte da capital. Ambos pertencem oficialmente as comunidades de terreiros, grupo culturalmente diferenciado, que possui sua forma própria de organização social. Em Teresina, nas casas de Marlene e Ítalo, se trabalha a reprodução cultural, social, religiosa, tudo no sentido de preservar as culturas e tradições de religiões de matrizes africanas.

“Estamos felizes com nosso lar. No conjunto Prado Júnior, moramos há 8 anos, e digo a você que foi a melhor coisa que aconteceu. Temos a nossa própria casa. Um sonho que realizamos e que é o sonho de muitos brasileiros”, disse Janilde Sousa, cunhada de Marlene Santana.

Quem também está feliz com a sua moradia é a Thays Nogueira, esposa do Ítalo. “Há 10 anos, fomos contemplados com esta casa e como somos da comunidade de terreiros, seguidores das religiões de matrizes africanas, desenvolvemos aqui todo o nosso trabalho (atividade) onde, é claro, fazemos nossos atendimentos a quem nos procuram”, falou Thays.

Fonte: Rita Lúcia