Conheça o significado de 5 símbolos da Páscoa

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Fotos: Commons e HolyTrinityStore.com

A Páscoa está chegando e os símbolos mais típicos dessa festividade estão por aí: ovos, coelhos, colombas pascais e outros mais. Conheça o significado desses símbolos e o que eles têm a ver com a comemoração da ressurreição de Jesus.
Ovo
Os ovos são, em várias culturas, um símbolo de vida. Por isso, foi associado desde os primórdios do cristianismo à ressurreição. No Oriente cristão, Maria Madalena, que foi a primeira pessoa a ver Jesus ressuscitado, é frequentemente representada segurando um ovo (imagem acima). Esse simbolismo se mesclou ao fato de que os ortodoxos têm o costume de se abster de ovos durante a Quaresma, o que fez com que eles se tornassem um prato comum nos primeiros dias do Tempo Pascal, a fim de que não fossem desperdiçados.
Logo veio o hábito de decorá-los, sobretudo pintando-os de vermelho, como fazem muitos ortodoxos para remeter ao sangue de Jesus crucificado. As pêssankas ucranianas são mais antigas do que a fé cristã, mas também acabaram associadas ao Tempo Pascal. Logo joias em formato de ovos se tornaram um presente típico para a Páscoa – as mais famosas são as feitas por Peter Carl Fabergé para os membros da família imperial russa (imagem abaixo). Os ovos de chocolate começaram a se popularizar na Inglaterra, em 1873, mas só nos anos 1960 se expandiram como um costume no mundo todo.
Coelho
Os coelhos e as lebres são um símbolo de fertilidade em várias culturas. Na Europa Ocidental, essa simbologia se associou ainda ao início da primavera, que no hemisfério norte acontece próximo da Páscoa. Nessa época, era comum ver lebres pelos campos. A ligação entre o coelho e a distribuição de ovos de Páscoa – para crianças que se comportaram bem, como faz o Papai Noel – surgiu entre imigrantes alemães luteranos na Pensilvânia, nos Estados Unidos, no século XVIII.
Cordeiro
João Batista chamou o próprio Jesus de “Cordeiro de Deus” (Jo 1, 29), expressão retomada com frequência na liturgia cristã. Na Páscoa dos hebreus, isto é, a comemoração da sua libertação da escravidão no Egito, cada família comia um cordeiro para recordar a proteção que Deus lhes concedeu quando enviou pragas aos egípcios. O Livro do Êxodo conta que era o sangue do cordeiro aspergido na porta das casas dos hebreus que os protegeu da morte dos primogênitos. Com a construção do templo em Jerusalém, o sacrifício dos cordeiros passou a ser realizado ali, pelos sacerdotes.
Jesus é assim associado com a figura do cordeiro porque é ele quem oferece o sacrifício definitivo, isto é, o sacrifício de si mesmo como manifestação do amor incondicional de Deus que nos salva. O Apocalipse também retrata Jesus como um cordeiro que está ao mesmo tempo imolado e de pé, ou seja, crucificado e ressuscitado. A retratação de um cordeiro junto do livro com os sete selos ou de uma cruz – ou dos dois símbolos juntos – é um tema recorrente na arte cristã e está bastante associado ao sacramento da Eucaristia, considerando a sua característica de memorial do sacrifício de Cristo.
Círio pascal
O círio pascal é uma vela de grandes proporções acesa na celebração da Vigília Pascal, na noite do sábado de Páscoa. Simboliza a presença de Cristo Ressuscitado. É geralmente ornada com uma cruz e as letras alfa e ômega (a primeira e a última do alfabeto grego), além dos algarismos do ano corrente. As letras representam, segundo as palavras do próprio Jesus (Ap 22, 13), que ele é o princípio e o fim de tudo. Durante o rito de sua bênção, são presos nele cinco cravos, representando as chagas de Jesus. O círio é aceso em todas as celebrações do Tempo Pascal (que dura até Pentecostes) e em celebrações de batismos, crismas e exéquias.
Colomba pascal
Se os italianos criaram o panettone para celebrar o Natal, a Páscoa ganhou a colomba, um bolo em formato de pomba (“colomba”, em italiano). Símbolo recente, que remonta à década de 1930, o quitute resgata um ícone cristão muito antigo, a pomba, que representa o Espírito Santo – e está associada à Páscoa sobretudo porque era nessa celebração que se convencionou realizar os batismos na Igreja antiga.

Fonte: Sempre Família – Leia mais aqui

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