Doutores da Uespi têm projetos selecionados pelo Ministério da Ciência e Tecnologia

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Uespi (Foto:Francisco Gilásio)

Uespi (Foto:Francisco Gilásio)

Dois professores da Universidade Estadual do Piauí (Uespi) tiveram projetos selecionados na chamada universal MCTI/CNPq Nº 014/2013. O professor Carlos Giovanni Nunes, com linha de pesquisa voltada para tecnologia e redes de sensores sem fio, e a professora Andrea Cronemberg Rufino, que pesquisou sobre a saúde sexual e reprodutiva de mulheres homossexuais. O edital, por ser universal, era aberto a todas as áreas do conhecimento, e tinha por finalidade apoiar financeiramente projetos que contribuam significativamente para o desenvolvimento científico e tecnológico do país.

Para o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da Uespi, Geraldo Eduardo da Luz Júnior, a aprovação desses projetos possibilita melhorias na universidade. “Favorece a estruturação dos laboratórios de pesquisa da instituição, e isso tem impacto no ensino, porque os alunos da graduação também vão utilizar essa estrutura. Por isso os doutores contribuem não só para o conhecimento, mas também para a estrutura da universidade”.

O pró-reitor também falou a respeito do aumento do número de doutores na Uespi. “Hoje nós temos em torno de 200 grupos de pesquisa na universidade, inclusive cadastrados junto ao CNPq. Esse crescimento da pesquisa dentro da universidade é consequência do aumento do número de doutores na instituição, que hoje já passa de 200 nas mais diversas áreas do conhecimento. E este aumento é decorrente de dois fatores principais: os concursos, que desde 2003, e mais intensificadamente em 2009 e 2012, atraem doutores para a Instituição. E a política de qualificação docente que a universidade implantou nos últimos anos, com ajuda do Governo do Estado, por meio da Fapepi”, explica Geraldo Júnior.

O professor Carlos Giovanni também destacou a importância destes editais para a captação de recursos para a Uespi. Segundo ele, o dinheiro também serve para custear novos equipamentos para os laboratórios e qualificar as pesquisas. O professor tem na sua linha de pesquisa as redes de sensores sem fio. “Essas redes podem ajudar na economia de energia, e ajudar em várias áreas, como na saúde, com o monitoramento biomédico, na agricultura de precisão, automação industrial, dentre outros”, pontuou.

Já, a professora Andrea Cronemberg Rufino relatou o quão importante é ter sua pesquisa selecionada por um órgão como o CNPq. “Ter sua pesquisa aprovada por um grupo de especialistas na área é muito importante, pois mostra que se está no caminho certo, e isso traz alegria e realização”.

Em sua pesquisa, a professora procura saber como as mulheres que se relacionam com outras mulheres se cuidam com relação às DSTs, à Aids e ao câncer, e também saber como é a qualidade do serviço ginecológico prestado a esse grupo. “É uma pesquisa inédita no Brasil, e importante para repensar as políticas públicas de saúde voltadas para esse público”, finalizou.

Flávio Moura – CCom

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