Escolas de samba do Rio protestam contra corte de recursos para o carnaval

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Sambistas de diversas escolas do Rio de Janeiro se reuniram hoje (17) em frente à sede administrativa da prefeitura, na Cidade Nova, região central da cidade, para protestar contra a decisão do prefeito Marcelo Crivella de cortar 50% da subvenção municipal às agremiações do grupo especial, que desfilam na Marquês de Sapucaí. Crivella informou na segunda-feira (12) que a outra parte dos recursos seria deslocada para a manutenção das creches  conveniadas ao município.
A manifestação reuniu integrantes das escolas consideradas a elite do carnaval carioca, mas também das agremiações da Série A (antigo grupo de acesso ao especial), que todo ano costumam enfrentar mais dificuldade de recursos.
O coordenador de Carnaval da Beija-Flor de Nilópolis, da Baixada Fluminense, Laíla, classificou a decisão do prefeito de demagógica e lembrou que durante a campanha eleitoral ele tinha se comprometido a manter os recursos da prefeitura para as agremiações. Laíla chamou a atenção para os projetos sociais desenvolvidos pelas escolas. “Ele está se esquecendo que dentro das escolas de samba há um trabalho social muito grande. Na Beija-Flor, a diretoria banca a creche para 1.200 crianças e não é de hoje. Temos muitas crianças necessitadas no Rio de Janeiro. Não só as das creches da prefeitura”, disse, acrescentando que as agremiações também geram empregos. “Tem muita gente que trabalha o ano inteiro no desenvolvimento do carnaval. Todo mundo tem família”.
O compositor Raphael Carvalho, um dos autores dos sambas da Imperatriz Leopoldinense, escola de Ramos, na zona norte do Rio, disse que a decisão do prefeito interfere até no trabalho dos compositores, que precisam se preparar para participar da disputa de sambas-enredo. “As escolas já estão dando enredo. Eu já peguei a sinopse da escola e vou começar a fazer o samba. Tenho que gravar. Tudo é gasto. Tanto a Liga [Liga Independente das Escolas do Estado do Rio de Janeiro-Liesa] quanto a prefeitura têm que entrar em acordo”, disse.

Fonte: Cristina Índio do Brasil -Agência Brasil

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