Ginástica artística masculina conquista vaga inédita

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Foto: Ricardo Bufolin/CBG

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Arthur Nory, Arthur Zanetti, Caio Souza, Francisco Barretto Júnior, Lucas Bitencourt e Péricles Silva conquistaram um dos feitos mais importantes da ginástica artística brasileira: classificaram toda a equipe masculina para uma Olimpíada pela primeira vez.
A classificação foi obtida no Mundial de Glasgow, na Escócia. A seleção fez uma boa apresentação em todos os aparelhos e somou 349,057 pontos, na fase classificatória. Assim, além de estar garantido para a Rio 2016, o objetivo deste ano, o time também passa para as finais do Mundial, marcada para esta quarta-feira (28).
A seleção ficou com a sétima posição da qualificatória e, juntamente com Japão, China, Grã-Bretanha, Rússia, Estados Unidos, Suíça e Coreia do Sul, irá em busca de uma medalha.
“Esse é o resultado de um grande trabalho que começou há alguns anos”, afirmou o treinador chefe da Seleção, Renato Araújo. “É um momento histórico. Perseguimos isso há algum tempo. Batemos na trave no último ciclo, pois em Londres tivemos três atletas, mas não a equipe completa. Este é o melhor momento da Ginástica Artística Masculina do Brasil. Nossa classificatória veio de um Mundial com a presença dos melhores do planeta e isso é muito difícil.”
Passada a pressão de garantir vaga para os Jogos Olímpicos, o Brasil já pode dar sequência à estratégia para conquistar bons resultados no campeonato que está em andamento. “Temos, agora, pouco mais de nove meses para trabalhar focados nas Olimpíadas. Se não tivéssemos nos classificado, teríamos que nos organizar para o evento-teste e, só depois disso, começar a trabalhar para os Jogos. Acredito que podemos ter um resultado melhor em 2016 com essa preparação desde já”, acrescentou o técnico.
O País também busca o pódio mundial na barra fixa também pela primeira vez, com Arthur Nory Mariano, terceiro colocado nas classificatórias, e no Individual Geral com Nory e Lucas Bitencourt. Na fase preliminar, Nory foi o 11° colocado, com 88,182 na somatória dos aparelhos, e Lucas o 20°, 86,564.
“Nosso principal objetivo era classificar a equipe, mas estamos felizes por estarmos nessas duas finais. Nunca disputamos uma medalha na barra. Isso, mais uma vez, mostra a evolução da ginástica brasileira”, concluiu Renato Araújo. O único revés nesse processo foi o campeão mundial e olímpico Arthur Zanetti, que acabou fora da final das argolas no Mundial, mas ele já tem vaga garantida no Rio.

Fonte: Ministério do Esporte

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