MEC retira termos ‘identidade de gênero’ e ‘orientação sexual’ da Base Comum

Arquivado em: Educação,Geral |

Reprodução/Twitter

Na versão final do documento da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), entregue nesta quinta-feira (6) ao Conselho Nacional de Educação (CNE), o Ministério da Educação (MEC) retirou trechos que diziam especificamente que os estudantes teriam que respeitar a orientação sexual dos demais alunos.
Além do termo “orientação sexual”, a palavra “gênero” também foi suprimida de alguns trechos da BNCC . A correção foi feita sobre a versão que foi divulgada aos jornalistas anteriormente ao anúncio oficial e, segundo a pasta, os ajustes finais de “editoração/redação” identificaram “redundâncias”.
O primeiro trecho alterado está na página 11 da Base. O trecho anterior ressaltava que as instituições escolares deveriam ser abertas e agradáveis para todos “sem exceção, independentemente de aparência, etnia, religião, sexo, identidade de gênero, orientação sexual ou quaisquer outros atributos, garantindo que todos possam aprender.” 
Na alteração, o MEC retirou o trecho “identidade de gênero, orientação sexual” e deixou apenas “[…] aparência, etnia, religião, sexo ou quaisquer outros atributos […]”. 
Outra mudança ocorreu na parte que cita as competências que devem ser trabalhadas no ensino fundamental. O termo “orientação sexual” também foi retirado do seguinte trecho:
“Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de origem, etnia, gênero, orientação sexual, idade, habilidade/necessidade, convicção religiosa ou de qualquer outra natureza, reconhecendo-se como parte de uma coletividade com a qual deve se comprometer.”
O terceiro e último trecho que sofreu modificações foi o que fala sobre vida e sexualidade. Antes, o documento dizia que os alunos deveriam aprender a “selecionar argumentos que evidenciem as múltiplas dimensões da sexualidade humana (biológica, sociocultural, afetiva e ética) e a necessidade de respeitar, valorizar e acolher a diversidade de indivíduos, sem preconceitos baseados nas diferenças de sexo, de identidade de gênero e de orientação sexual”.

Fonte: Último Segundo – iG – Leia mais aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *