Na Índia, bebê com hidrocefalia é abandonado pelos pais após sua cabeça ficar três vezes maior do que o normal

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Foto: Reprodução / DailyMail

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Um bebê indiano de apenas quatro meses de vida foi abanado pelos pais após sua cabeça crescer três vezes mais do que o natural em razão de um acúmulo de líquido cefalorraquidiano.

Tal condição, conhecida como hidrocefalia, causava-lhe crises de vômito e sonolência. Assim, os pais biológicos, por não aceitarem tais dificuldades, acabaram abandonando a criança. Segundo informações do jornal inglês Daily Mail, a criança foi imediatamente adotada pelo casal Prabha Devi, de 30 anos, e Rajendra Prasad, de 45.

“Eu fiquei completamente estressada ao vê-lo tão mal. Sempre me perguntei por que as pessoas pobres são as que geralmente passam por essas coisas”, disse Devi. Segundo ela, vários vizinhos haviam lhe questionado se tinha conhecimento da condição ao adotar a criança. “Eu disse a eles que ele era um ser humano. Quem vai cuidar dele se eu deixá-lo? Ele vai morrer”, acrescentou. “Ele é como meu próprio filho agora e vou fazer de tudo para salvá-lo”.

O casal ainda disse que vendeu todo o ouro da família para custear o tratamento. Segundo eles, até o momento, já foram gastas mais de 200 mil rúpias indianas (cerca de R$ 9.667), no entanto, nenhum progresso foi observado. Os cirurgiões tentaram curar o menino através da inserção de um shunt, dispositivo médico que ajuda a drenar o fluído em excesso no cérebro para a corrente sanguínea, aliviando a pressão na cabeça. No entanto, a primeira tentativa falhou.

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O procedimento mais recente foi realizado no Instituto de Ciências Médicas Rajendra, em Ranchi, após o dispositivo anterior ter parado de funcionar. De acordo com o professor associado e neurocirurgião do hospital, Dr. Chandra Bhushan Sahay, o caso foi tratado como negligência médica, e por isso foi feito novamente e de graça.

“Ele foi operado em outro lugar antes de vir aqui. No entanto, o shunt entupiu e parou de funcionar – o que significava que tínhamos de inserir outro dispositivo através de outro lado do cérebro”, disse, acrescentando que o menino se encontra em melhores condições no momento.

Foto: Reprodução / DailyMail

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Segundo o médico, as taxas de mortalidade nesses casos são extremamente altas. “Como o crescimento do corpo e do cérebro não é normal, se negligenciados, suas chances são ainda menores”, explicou.

Fonte: Jornal Ciência – leia mais…

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